egg timer

Ainda sobre ovos, olha que massa isso aqui:

egg timer

Um timer de cozimento de ovos que você coloca na panela, junto com seus ovos de verdade e ele reage à temperatura da água. Você ainda pode ajustar a quantidade de água e de ovos na panela e se você quer seu ovo mais molinho ou mais duro (ou algo em torno dos dois).

À venda na Amazon.com por US$ 4,99.

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egg watchers

Eu gosto de ovo com a gema mole mas a clara mais firme. Com o ovo frito é mais fácil porque você vai vendo a evolução do cozimento, mas ovo cozido é toda uma ciência pra saber o tempo certo de acordo com o ponto de sua preferência. Na faculdade, quando tivemos aula de ovos, a gente fez várias experiências: ovos cozidos, poché, cocotte, frittata, omeletes. Posso dizer que poucas coisas a turma acertou fazer. Ovo poché, por exemplo, eu nunca consegui acertar, até que desisti de tentar. Já meu ovo cocotte é uma delícia.

Uma das experiências foi a de cozinhar vários ovos e ir retirando um em cada tempo – 2 minutos, 3 minutos, 6 minutos, 10 minutos e 12 minutos (posso estar enganada em um ou outro tempo, enfim) – e comparar a textura de cada um no final. Só que cozinhar ovos é uma ciência: vai depender da potência da chama, da panela, do tamanho dos ovos.

Aí que descobri hoje esse site, o Egg Watchers, que diz o tempo de cozimento de acordo com o tamanho do seu ovo, onde ele está armazenado e como você quer que ele fique. No final, ele diz o tempo e oferece um timer pra você desligar o fogo na hora certa. Enquanto seu ovo cozinha, um videozinho de baleias nadando ou de um tornado acontecendo pra você se distrair. Não é o máximo? Já devia existir um app desses para iphone e ipod touch.

eggwatchers

No caso do Egg Watchers, ele pede pra você colocar o ovo na panela fervente, mas eu prefiro colocar na panela fria. Não sei se há alguma lógica nisso, mas acho que o ovo vai cozinhando lentamente e também evitar que a casca quebre. Se eu estiver enganada, me corrijam.

Há quem diga que deve-se colocar sal na água pra a casca sair com mais facilidade. Também tem uma outra forma de fazer que é colocar o ovo na panela com água, esperar levantar fervura e desligar o fogo. Deixar a panela tampada por 15 a 25 minutos conforme a forma que você quer seu ovo. Vou fazer testes em casa e posto outro dia.

eggwatchers2

ainda sobre ostras

Saiu esse domingo uma matéria mostrando a “qualidade” das ostras consumidas na Região Metropolitana do Recife. Isso não é novidade pra ninguém (que ostra de praia contaminada é foco certo de doenças), mas às vezes é preciso reforçar o recado.

Segue a matéria do Diário de Pernambuco, de 24 de janeiro de 2010:

Ostras nada saudáveis

por Juliana Colares
julianacolares.pe@dabr.com.br


Contaminação // Teste realizado pelo Departamento de Nutrição da UFPE a pedido do Diario identificou coliformes fecais nas iguarias vendidas em praias da RMR

Segunda-feira de descanso e lá estava a cabeleireira Thalita Vaneska de Lima, 22 anos, pegando um solzinho em Boa Viagem e se deliciando com um dos mais populares quitutes praieiros – as ostras.

Para temperar, um pouco de sal, cominho, azeite, limão e uma quantidade incontável de coliformes fecais. Se a sua reação foi gritar eca! é bom pensar duas vezes antes de se deliciar com esses moluscos vendidos crus à beira-mar. Thalita Lima, claro, não sabia do “ingrediente” escondido no seu aperitivo. Mas se expôs ao risco mesmo depois de já ter apresentado infecção intestinal por três vezes após ter consumido esses moluscos. Os especialistas alertam: ostras cruas podem ser um veículo de transmissão de doenças. De intoxicações alimentares a hepatites.

Para verificar o nível de contaminação de parte das ostras vendidas em praias do Grande Recife, o Diario fez um teste. A reportagem comprou o produto de quatro ostreiros, em quatro cidades – Paulista (Praia de Maria Farinha), Olinda (Casa Caiada, próximo ao Bompreço), Recife (Boa Viagem, em frente ao Edifício Acaiaca) e Jaboatão dos Guararapes (Piedade, perto da igrejinha). Os moluscos, que estavam vivos e com as conchas fechadas, foram encaminhados logo após a compra para o Laboratório de Experimentação e Análise de Alimentos (Leaal) do Departamento de Nutrição, da Universidade Federal de Pernambuco. Lá, foram feitas as análises previstas em legislação sanitária (Salmonella e Estafilococos) e um exame a mais, o de coliformes, indicativo de contaminação fecal.

Não foi verificada a presença de Salmonella e Estafilococos em qualquer das amostras. Mas no quesito coliformes fecais, duas foram reprovadas, as de Casa Caiada e de Boa Viagem. As últimas, compradas do mesmo “lote” provado pela cabeleireira Thalita Lima. Nos dois casos, foi constatado alto índice de contaminação, o que fez com que as amostras fossem consideradas impróprias para consumo na forma in natura. Segundo a coordenadora do Leaal, Margarida Angélica da Silva Vasconcelos, quem consumisse ostras dessas amostra corria o risco de apresentar infecção intestinal, com diarreia e dores abdominais. “Já no caso de crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas (com o sistema de defesa do organismo debilitado), elas poderiam gerar complicações maiores”, disse.

Os resultados aparentemente satisfatórios das amostras de Maria Farinha e Piedade não são suficientes para afirmar que as ostras estavam livres de contaminação. De acordo com Angélica Vasconcelos, poderiam conter Pseudomonas aeruginosa, bactéria que inibe o crescimento dos coliformes, induzindo um resultado satisfatório. Para poder poder liberar uma amostra de ostras para consumo, explica, seria necessário fazer testes para verificar a presença de Vibrio cholerae (cólera), Vibrio parahaemolyticus (infecção intestinal), Pseudomonas aeruginosa (infecção), Clostridio sulfito redutor (indicador de contaminação fecal), Enterococos (infecção) e Escherichia coli (infecção intestinal).

Segundo a chefe do Núcleo de Medicina de Viagem do Hospital das Clínicas e coordenadora do Comitê Científico de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia, Sylvia Lemos Hinrichsen, como as ostras são consumidas vivas, podem levar metais pesados e bactérias para o organismo humano, causando intoxicação alimentar, gastroenterites, febre tifóide, infecções e até hepatites. E dependendo da doença, os primeiros sinais podem levar anos para surgir.

Esses moluscos se alimentam filtrando a água do mar. E é aí que está o problema. Segundo o engenheiro de pesca e diretor do projeto Ostravitta, incubado na Universidade Federal Rural de Pernambuco, Frederico Cardoso Aires, uma ostra concentra, em média, 30 vezes o que estiver suspenso na água. De acordo com ele, em Pernambuco, os manguezais que servem de habitat para esses moluscos foram poluídos pelos esgotos.

Depuração – Ostras são fonte de zinco e vitaminas, por exemplo. E receberam a fama de serem afrodisíacas e ajudarem no rejuvenescimento das células. Cerca de 80% das comercializadas em Pernambuco são de Itapissuma, mais precisamente do Canal de Santa Cruz. O canal recebe esgoto de parte da cidade e de mais quatro municípios: Itamaracá, Goiana, Igarassu e Paulista. Na cidade há 1.923 catadores e comerciantes do molusco. Em março deste ano deve ficar pronto o primeiro centro de depuração. O prédio está em construção e deverá abrigar seis tanques de depuração com água corrente, processo que garante a purificação das ostras. Cada tanque terá capacidade para guardar até 250 ostras simultaneamente e o processo todo dura quatro horas, em média. A princípio, 90 ostreiros serão beneficiados. Mas a meta é chegar a todos os 1.923.

Piedade

Origem: Itapissuma
Data da pesca: 10 de janeiro de 2010, no dia anterior ao da compra
Preço: cerca de 45 ostras a R$ 5,50

Resultados:

Salmonella spp/25g – ausência
Estafilococos coagulase positiva (unidade formadora de colônia / grama) – ausência de crescimento
Coliformes fecais a 45°C NMP/g (número mais provável por grama) – 4,3 (valor que não representa perigo ao consumidor)

Boa Viagem

Origem: Alagoas
Data da pesca: as ostras chegaram a Pernambuco no dia 8 de janeiro de 2010, três dias antes da compra
Preço: três ostras a R$ 5

Resultados:

Salmonella spp/25g – ausência
Estafilococos coagulase positiva (unidade formadora de colônia / grama) – ausência de crescimento
Coliformes fecais a 45°C NMP/g (número mais provável por grama) – > 110 (quantidade incontável, o que representa alta contaminação)

Casa Caiada

Origem: Itapissuma
Data da pesca: 11 de janeiro de 2010, mesma data da compra
Preço: oito ostras a R$ 1

Resultados:

Salmonella spp/25g – ausência
Estafilococos coagulase positiva (unidade formadora de colônia / grama) – ausência de crescimento
Coliformes fecais a 45°C NMP/g (número mais provável por grama) – > 110 (quantidade incontável, o que representa alta contaminação)

Maria Farinha

Origem: manguezal de Maria Farinha
Data da pesca: 11 de janeiro de 2010, mesma data da compra
Preço: seis ostras a R$ 1

Resultados:

Salmonella spp/25g – ausência
Estafilococos coagulase positiva (unidade formadora de colônia / grama) – ausência de crescimento
Coliformes fecais a 45°C NMP/g (número mais provável por grama) – 0,36 (valor que não representa perigo ao consumidor)

A produção

Ostras são moluscos bivalves (com conchas formadas por duas valvas) que se alimentam fintrando a água do mar

Produção de ostras em toneladas / 2007

Maranhão 122
Piauí 28
Paraíba 41,5
Pernambuco 239
Alagoas 195,5
Sergipe 1
Bahia 30
Espírito Santo 20,5
Rio de Janeiro 3,5
São Paulo 188,5
Paraná 157
Santa Catarina 1.158,5

Total 2.185

Fiscalização:

O controle de comercialização cabe às agências de vigilância sanitárias estaduais ou municipais, sob coordenação da Anvisa. O controle das áreas de cultivo e extração de moluscos está sendo implantado nos estados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, em parceria com os governos estaduais. Isso já é realidade em Santa Catarina, São Paulo e Bahia. Com apoio técnico da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, o Ministério está desenvolvendo, também, um programa de rastreabilidade dos moluscos, desde a colheita até o consumidor final

Fontes: ostreiros, Laboratório de Experimentação de Análises de Alimentos / Departamento de Nutrição daUFPE, Ministério da Pesca e Aquicultura e Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa)

tabule

Eu sou a maior militante da cozinha rápida. Tudo bem, é ótimo passar horas cozinhando, conversando na cozinha com os amigos, tomando uma cerveja ou um vinho enquanto a comida fica pronta. Mas nem sempre a gente tá com esse tempo todo e precisa fazer algo rápido. Comigo é quase sempre assim. Ontem eu precisava fazer algo rápido pro almoço de hoje e que também fosse leve pra comer no jantar. Optei pelo tabule, cujo preparo é 20 minutinhos. Você vai precisar de:

1 xícara de trigo pra kibe
1 cebola
1 pimentão
1 ½ tomates
2 limões
sal, pimenta e azeite a gosto

Primeiro, é necessário esquentar água pra hidratar o trigo. Não precisa ser muita, acho que uma xícara é o suficiente e você vai dosando. Lave o trigo em água corrente, depois coloque-o numa tigela grande e vá colocando a água quente aos poucos. Deixe descansando. Enquanto isso, vá picando as verduras, bem miudinho. Esprema os dois limões e reserve. Quando o trigo estiver hidratado, esprema o excesso de água com as mãos mesmo e coloque em outra tigela maior, pra misturar tudo. Acrescente as verduras picadas, o suco de limão, o sal, a pimenta. Misture bem todos os ingredientes e finalize com azeite. Sirva em folhas de alface americana, que é mais crocante, ou com pão sírio, coalhada seca e húmus, na tradição árabe.

Você pode acrescentar pepino, coentro ou salsa e cebolinho pra incrementar o tabule. Não coloquei porque não tinha na geladeira. Se não gosta de pimentão, não é necessário colocar.

mais burgers

Dessa vez, uma receita rapidinha de hambúrguer de carne e de batata.

No caso do hambúrguer de carne, resolvi picar a carne na faca, seguindo as dicas da mixirica. Descongelei um medalhão de filé, como só era pra mim foi mais do que o suficiente. O ideal aqui seria usar uma carne com gordura, mas quis testar com o filé.

1 medalhão alto de filé mignon (pode ser alcatra, fraldinha, a carne que você quiser)
uma colher de chá de manteiga
sal e pimenta do reino a gosto

Picar a carne com a faca: primeiro corte em tiras, depois em cubos e vá fazendo isso até ficar miudinho, mas não precisa fazer a carne desaparecer. depois tempere com sal, pimenta, faça a tradicional bolinha e achate com a mão. A dica da mixirica é fazer um buraco no meio do hambúrguer e colocar a manteiga. Depois cobrir o buraco com carne. o que a manteiga faz é evitar que hambúrguer fique estufado quando for assar. Ótima dica, além de mais suculento (no meu caso foi bom, pois usei filé sem nenhuma gordura), ele realmente não deformou.

Agora é só deixá-lo uns 20 minutos na geladeira pra ele ficar firmezinho.

Agora o hambúrguer de batata. Os mais puristas vão me odiar, mas é verdade: usei batata palha nessa receita. Não tinha batata aqui em casa e eu queria alguma coisa de batata pra acompanhar a carne. Mas não se acanhe, dá pra usar batata ralada no ralo grosso no lugar da palha, ok? Juro que é porque não tinha batata aqui em casa.

1 xícara de batata palha
um pouco de leite quente pra hidratar
parmesão ralado, um punhado
coentro e cebolinho picados

Hidrate a batata com o leite e deixe uns 10 minutinhos quietinha. Enquanto isso, vá picando o coentro, o cebolinho e ralando o queijo. Depois misture tudo e faça a mesma coisa do hambúrguer: bolinha, achate, ajeite direitinho e coloque na geladeira pra firmar.

Depois é só assar com umas gotinhas de azeite, uns minutinhos de cada lado, até dourar. E o hambúrguer vocês já sabem, né?

não liguem pra essa cor horrorosa de queimado, nada queimou, tava tudo lindo e doirado. a fotógrafa aqui é completamente amadora, câmera também e tinha pouca luz. dá nisso.